Um colaborador entrega o aviso na sexta. Na segunda, alguém precisa ter revogado os acessos ao sistema, coletado o equipamento, conferido o cálculo das verbas rescisórias, anotado a baixa na CTPS digital e agendado a entrevista de desligamento. Nenhuma dessas tarefas pertence à mesma pessoa — e nenhuma acontece automaticamente. Sem processo estruturado, cada uma vira uma conversa, um follow-up e um risco.
A exposição trabalhista no desligamento é diferente da admissão — ela se concentra no ponto de saída. Um ex-colaborador com credencial ativa não é risco teórico. É o resultado direto de uma tarefa que nunca foi atribuída ou foi atribuída mas nunca teve conclusão rastreada. A questão não é se o TI sabe revogar acesso. É se alguém confirmou que foi feito, com evidência, dentro da janela exigida.
No Cadenio, o desligamento é um único Flow com quatro grupos de tarefas: encerramento administrativo de RH (CTPS digital, verbas rescisórias, rescisão de benefícios), revogação de acessos pelo TI (todos os sistemas, com capturas de tela de confirmação em anexo), devolução de equipamentos (coleta de dispositivo e credenciais com recibo de entrega), e transferência de conhecimento (entrega de documentação, briefing de transição e handoff de projetos). Cada grupo tem um papel nomeado como responsável e prazo relativo ao último dia de trabalho.
Revogação de acesso é a tarefa de maior risco e tipicamente a mais frouxamente rastreada. Todo sistema ao qual o colaborador tinha acesso — ferramentas SaaS, infraestrutura, portais internos, contas compartilhadas — precisa de confirmação individual de revogação. No Cadenio, cada sistema é uma tarefa discreta com campo de evidência obrigatório: captura de tela da conta desativada ou confirmação de revogação do administrador do sistema. O grupo de tarefas do TI não pode fechar até que cada sistema da lista seja confirmado. Sem verificação baseada em memória. Sem 'acho que peguei todos'.
A entrevista de desligamento é checkpoint de qualidade, não formalidade. Tem owner, prazo e output exigido: resumo do feedback do colaborador e quaisquer compromissos assumidos durante o aviso. Sem estrutura, a entrevista acontece ou não conforme a disponibilidade do gestor — e o output fica na caixa de entrada de alguém.
Para setores regulados ou funções com obrigações de acesso a dados, o registro de desligamento é artefato de auditoria. Uma autoridade de proteção de dados perguntando como o acesso foi revogado após o desligamento precisa de resposta estruturada: quem confirmou a revogação, quais sistemas foram cobertos, em qual data, e qual evidência foi anexada. Um export de run do Cadenio responde em minutos. Uma busca por e-mail responde em dias — às vezes com lacunas.
Na primeira vez que um desligamento roda como Flow estruturado, parece mais lento que a versão informal. No décimo run, o time tem template que cobre todos os casos extremos, registro que sobrevive a mudanças de pessoal, e log de revogação de acesso que resiste a qualquer auditoria. O investimento inicial é um desligamento estruturado. O retorno é cada saída subsequente.
