O Cadenio não modela BPMN. Ele executa o que você modelou.
Esta página existe para quem trabalha com a disciplina de BPM. O resto do site fala em SOP, operação e compliance. Aqui a gente traduz: onde o Cadenio entra no ciclo de vida, onde não entra, e como o vocabulário do produto mapeia no seu.
Um processo real no Cadenio: dependências, dois laços de repetição condicional, bifurcação em cinco caminhos paralelos e convergência. Este diagrama é derivado do processo configurado, não desenhado à mão, então ele nunca fica desatualizado em relação ao que executa.
Antes de tudo
O que o Cadenio não é
Você vai perguntar isso na primeira reunião. Melhor responder aqui.
Não é ferramenta de modelagem BPMN 2.0
Não desenhamos diagrama em notação BPMN, não temos paleta de eventos, gateways e pools, e não importamos nem exportamos XML de BPMN. Continue usando Bizagi, Camunda Modeler, Visio ou o que já usa.
Não é repositório de arquitetura de processos
Não mantemos cadeia de valor, hierarquia de macroprocessos nem matriz de maturidade. O Cadenio conhece o processo que executa, não o mapa completo da organização.
Não faz simulação nem análise de capacidade
Não simulamos cenário com volumetria hipotética. Os números do Cadenio vêm de execução real, depois que o processo está rodando.
Não substitui o trabalho de análise
Levantamento, entrevista, análise de causa e redesenho continuam sendo trabalho de consultoria. A ferramenta não descobre o processo por você.
A consequência prática: o Cadenio não compete com a ferramenta de modelagem nem com o trabalho de análise. Ele resolve o que costuma acontecer depois, quando o processo redesenhado é aprovado e ninguém consegue fazer ele acontecer no dia a dia.
Ciclo de vida
Onde o Cadenio entra, fase por fase
2 fases fora do escopo, 2 de apoio parcial, 3 onde o Cadenio é a ferramenta principal.
Planejar→
Analisar (AS-IS)→
Desenhar (TO-BE)→
Implementar→
Executar→
Monitorar→
Refinar
Planejar
Fora do escopo
Alinhamento com estratégia, priorização de processos, governança do escritório de processos.
Analisar (AS-IS)
Fora do escopo
Levantamento, entrevista, modelagem do estado atual, análise de causa e de valor.
Desenhar (TO-BE)
Apoio parcial
O desenho é seu. O Cadenio entra quando o TO-BE precisa ser especificado em dono, prazo, decisão e evidência por atividade.
Implementar
Onde o Cadenio atua
O processo redesenhado vira template executável: tarefas, campos, regras condicionais, gates de aprovação, prazos e escalonamento.
Executar
Onde o Cadenio atua
Cada instância roda com responsável nomeado, contexto no passo, anexo, comentário e trilha de auditoria imutável.
Monitorar
Onde o Cadenio atua
Tempo de ciclo por instância e por atividade, estouro de prazo, gargalo, reabertura, aderência. Relatórios e exportação.
Refinar
Apoio parcial
O Cadenio entrega o dado de execução e versiona a mudança. A decisão de refinamento continua sendo análise humana.
Vocabulário
Como o seu termo se chama no produto
O produto usa nomes próprios. Isso é a tradução, para você não precisar adivinhar lendo a documentação.
Processo
Flow (template)
Versionado, com rascunho e publicação
Instância de processo
Run
Uma execução, com seu próprio estado e histórico
Atividade
Tarefa
Com descrição, contexto, anexo e critério de conclusão
Papel executor
Responsável, grupo ou regra de atribuição
Atribuição fixa ou derivada de campo
Regra de negócio, gateway
Smart Logic (QUANDO/ENTÃO)
Mostra, oculta e ramifica tarefas conforme os dados
Ponto de decisão, alçada
Gate de aprovação
Política ANY ou ALL, com assinatura e registro imutável
Handoff
Transição de tarefa
Novo dono, novo prazo, notificação automática
Indicador de tempo, SLA
Prazo e SLA com escalonamento
Limiar de alerta e níveis de escalada
Evidência, registro
Trilha de auditoria
Imutável, gravada no momento do evento, exportável
Dado de processo
Campo (field)
Tipado, obrigatório ou opcional, usado nas regras
Dado mestre, tabela de apoio
Data Source
Tabelas centralizadas com registros e relações
Documentação do processo
Contexto embutido na tarefa
A instrução vive no passo, não num manual separado
Gestão de mudança do processo
Versão publicada
Runs em andamento seguem a versão vigente; a nova vale para os próximos
Correspondência entre termos de BPM e termos do Cadenio
Em BPM
No Cadenio
Observação
Processo
Flow (template)
Versionado, com rascunho e publicação
Instância de processo
Run
Uma execução, com seu próprio estado e histórico
Atividade
Tarefa
Com descrição, contexto, anexo e critério de conclusão
Papel executor
Responsável, grupo ou regra de atribuição
Atribuição fixa ou derivada de campo
Regra de negócio, gateway
Smart Logic (QUANDO/ENTÃO)
Mostra, oculta e ramifica tarefas conforme os dados
Ponto de decisão, alçada
Gate de aprovação
Política ANY ou ALL, com assinatura e registro imutável
Handoff
Transição de tarefa
Novo dono, novo prazo, notificação automática
Indicador de tempo, SLA
Prazo e SLA com escalonamento
Limiar de alerta e níveis de escalada
Evidência, registro
Trilha de auditoria
Imutável, gravada no momento do evento, exportável
Dado de processo
Campo (field)
Tipado, obrigatório ou opcional, usado nas regras
Dado mestre, tabela de apoio
Data Source
Tabelas centralizadas com registros e relações
Documentação do processo
Contexto embutido na tarefa
A instrução vive no passo, não num manual separado
Gestão de mudança do processo
Versão publicada
Runs em andamento seguem a versão vigente; a nova vale para os próximos
No produto
A especificação e a instância
Duas telas, porque são dois objetos distintos: o processo que você desenha uma vez, e cada execução dele. Confundir os dois é a origem da maior parte das dúvidas de quem chega ao produto.
O TO-BE especificado para execução. Cada tarefa carrega, de forma explícita, de quem depende, qual o prazo, se exige aprovação e quantas regras condicionais a governam. A versão é publicada, então a mudança de processo tem histórico.
Uma instância rodando. Progresso por tarefa, responsável, campos obrigatórios que bloqueiam o avanço, gate de aprovação e comentário no passo. Cada uma dessas ações vira registro na trilha de auditoria no momento em que acontece.
Medição
O que passa a ser mensurável depois do go-live
A diferença entre um processo documentado e um processo executado numa plataforma é que o segundo produz dado.
Um painel real, não um caso perfeito: 89% de entrega no prazo, com processos variando de 80% a 100%. "Where we slip" nomeia as tarefas travadas há mais tempo, com a idade exata do atraso. É a evidência que sustenta a próxima rodada de redesenho, gerada pela execução, não estimada.
Tempo de ciclo
Por run e por tarefa, do início à conclusão, com a distribuição e não só a média.
Gargalo por atividade
Qual tarefa concentra tempo de espera. É a evidência que sustenta o próximo redesenho.
Estouro de prazo
Quantas instâncias furaram o SLA, quais escalaram e para quem.
Retrabalho
Reabertura de tarefa e de run, que é o sinal mais direto de processo mal desenhado.
Aderência
O que foi executado como previsto e onde houve desvio, tarefa a tarefa.
Volume por variação
Quantas instâncias caíram em cada ramo das regras condicionais. Mostra se a variação desenhada existe na prática.
Na prática
Como um projeto de consultoria usa o Cadenio
01
AS-IS na sua ferramenta
Você levanta e modela o estado atual onde já trabalha. O Cadenio não entra aqui.
02
TO-BE especificado para execução
Cada atividade ganha dono, prazo, critério de conclusão, decisão de alçada e a evidência que precisa deixar.
03
Materialização no Cadenio
O TO-BE especificado vira template: tarefas, campos, Smart Logic, gates de aprovação, prazos e escalonamento.
04
Piloto com instância real
Um run de verdade, com gente de verdade. É onde aparece o que o mapa não mostrou.
05
Medição e nova versão
Os dados de execução alimentam o ajuste. A mudança é publicada como nova versão, com histórico.